Capri A história da ilha

Naturalistas, biólogos, e zoólogos de todas as partes do mundo se dedicaram ao estudo e ao funcionamento da fauna de Capri. A ilha hospita pequenos mamíferos, muitas espécies de pássaros, também migratórios, e uma quantidade discreta de invertebrados, como moluscos, artrópodes e insetos. Naturalmente também a fauna marinha possui um papel relevante porque nas águas ao redor da ilha de Capri é possível observar numerosos mamíferos, peixes, répteis e invertebrados.

A flora da ilha de Capri é constituída principalmente pela mancha mediterrânea. Encontramos arbustos e árvores com folhas pequenas e uma espessa camada de cera, que evita ao máximo a perda de água durante as horas mais quentes do dia, protegendo a planta da seca. É fácil encontrar exemplares de mástique, murta, árbuto, urze, diversas variedades de pinheiros, ciprestes, várzea e alguns carvalhos. Muitas plantas de Capri foram importadas e se espalharam ao encontrar em Capri um habitat ideal. Uma grande variedade de plantas da ilha são cultivadas no Jardim da Flora Caprense nos arredores da Piazzetta, além dos jardins de Villa San Michele em Anacapri.

O Lagarto Azul (Podarcis sicula coerulea)

O Lagarto Azul pertence a breve lista dos répteis que povoam a ilha de Capri. Ele possui a característica singular de ter as escamas de cor azul e vive exclusivamente sobre os Faraglioni e sobre as pedras no Scoglio del Monacone em Capri. É um caso de mimetismo e evidentemente esta coloração os torna menos atraentes e menos visíveis aos predatores che vivem no resto da ilha de Capri.

O falcão pelegrino (Falcus peregrinus)

O falcão pelegrino é uma ave de rapina de corpo compacto, de penas lisas e ordenadas, com cauda curta. Atualmente em Capri existem poucos exemplares desta ave. Os caçadores de Capri costumam distinguí-los de acordo com o território onde vivem: temos assim o falcão de Tibério, de cala Marmolta, de Tuoro e de Capodimonte.

As lulas (Totarodes sagittatus)

Entre os invertebrados marinhos é importante lembrar das lulas, cuja pesca faz parte das noites de verão de tanta gente de Capri e cuja carne é uma das bases dos pratos típicos da Ilha. As lulas são cefalópodes que pertencem a família Omnastrephidae: parecidos com as lulas comuns, eles se diferenciam pela forma das barbatanas. Além das lulas comuns existem as lulas voadoras que utilizam esta característica para escapar dos predadores pulando fora d'água. Em Capri costuma-se diferenciá-los como lula preta e lula verdadeira , de acordo com a espécie a qual pertencem.

Esparto (Spartium junceum)

A Giesta floresce entre maio e junho em Capri, na Itália. Na ilha existem diversas espécies que pertencem à família das Giestas, como a giestas com espinhos e aquela com as flores amarelo intenso. Única é a relação com a giesta das duas Cidades da ilha, Capri e Anacapri: em Capri é conhecida como "a flor de San Costano", padroeiro da ilha, que é homenageado no dia 14 de maio, quando a giesta está cheia de flores; em Anacapri recebe o apelido de "flor de S. Antonio", padroeiro de Anacapri, porque aqui floresce mais tarde, em geral na metade de junho quando homenageia-se o santo.

Os aromas

Os temperos são a mais importante característica gastronômica de cada vilarejo. Em Capri você respira os perfumes do mediterrâneo e é hábito de cada dona de casa colocar vasos de barro nas janelas com plantas aromáticas. Os temperos típicos de Capri são o manjericão, com folhas verdes de tamanho médio-grande; a manjerona; o óregano, com pequenas folhas verde-escuro; a salsinha; o tomilho. Todos super perfumados.

O limão

As frutas cítricas chegaram em Capri provavelmente no século X e, desde então são a marca registrada da ilha, com suas cores e perfume que contagiam. O limão, que surgiu como uma planta ornamental, foi logo utilizado graças a qualidade do suco e as propriedades dos óleos essenciais extraídos da casca. Mundialmente famoso é o licor de limão conhecido como Limoncello para degustar gelado. O limão de Capri, ou "femminiello" possui uma forma elíptica alongada e dimensão média-grande. A primeira colheita acontece em outubro, com os grutos mais suculentos do ano, em março maturam os limões amarelo-claro, conhecidos como "bianchetti" e em juho os "verdelli", verdes. Este tipo de limão foi premiado com o título de "Indicazione Geografica Protetta (IGP)" e pode ser cultivado com métodos biológicos apenas em Capri e na Península Sorrentina.

A uva e o vinho

Em Capri a tradição vinícola é antiquíssima. Os Romanos costumavam beber o vinho diluído com água, e no século XVIII o vinho de Capri era comparado aos melhores vinhos do estado da Campania, como o Lacrima Christi vesuviano. No século XX, impressionam Pablo Neruda e Axel Munthe. As videiras rigorosamente de Capri são a l'"Uva Rassa" e o l'"Uva Rassa" A Uva Rassa é típica de Anacapri, vive embaixo das oliveiras, em terrenos sujeitos a seca e em áreas muito ventiladas; possui uvas pequenas e casca grossa e amarga. É utilizado para dar corpo ao vinho. O Ventroso recebe o nome da área de Capri onde é habitualmente cultivada, possui uvas de tamanho médio-grande, os ácinos são brancos com um pontinho preto no centro. É usada como uva de mesa.

As azeitonas

As azeitonas de Capri provém de plantas parecidas com aquelas que se encontram na Península Sorrentina, com frutos pequenos tradicionais das áreas sujeitas à seca. Dessas azeitonas é possível obter um excelente azeite, que costumava ser exportado e a sua venda representava uma das maiores fontes de renda da população.

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